Imagem: GoogleAcho que a maioria das pessoas ainda não compreende o
perdão.
"Um Curso Em Milagres" ensina-nos a perceber o perdão como ele é, ou melhor, abre-nos o caminho e propõe apenas que sejamos nós a pedir para perceber o perdão como ele é.
Ninguém pode abrir as nossas portas do Céu, apenas nós mesmos, e o perdão é a chave principal.
Para mim, Céu é um estado mental, assim como inferno.
Estar no Céu é estar em paz, é viver a vida no presente e consciente do Amor que todos somos.
Perdoar é ver o outro como Ele é, é olharmos para nós como realmente somos, e não nos deixarmos levar pelas ilusões de um mundo de pernas para o ar.
Os nossos conceitos estão desajustados da verdadeira realidade, pensamos que nada tem uma causa dentro de nós, colocamos de parte o conhecimento do poder dos nossos pensamentos e achamos que o que sentimos é o resultado do que nos acontece.
O perdão ajuda-nos a colocar "ordem na casa" interior, a compreender o mundo a partir de dentro, a desvalorizar os erros que
pensávamos ter cometido e a desvalorizar os erros que
pensávamos que os outros cometeram.
Aceitar um erro como real é atacar o ser que nós somos, aceitar que não somos perfeitos e gloriosos.
Aceitar o erro como uma ilusão, feito de forma equivocada, dá-nos a liberdade de perdoar.
Acusar o outro é atacar a nossa própria sabedoria interior, é
acusarmo-nos a nós mesmos.
Perdoar é saber que o erro nasce de um equívoco, que neste mundo os equívocos ainda são possíveis, e que existe uma realidade para além desta, onde a perfeição É apenas aquilo que existe.
Não perdoar é valorizar algo sem valor, é acorrentarmos o nosso mundo interior a correntes pesadas de dor e sofrimento.
Será que vale a pena andarmos acorrentados a ideias de pecado, erro e sofrimento?
Ou será que existe uma outra forma de olharmos para os outros e para as situações?
O Amor que sentimos uns pelos outros é maior do que qualquer equívoco e estamos sempre a tempo de perdoar o mundo daquilo que
pensávamos que ele era.
Em última instância, estamos a perdoar-nos a nós mesmos por termos criado todos estes equívocos e a liberdade é o caminho.